Convite

sábado, 19 de maio de 2012

Uma linda emoção

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Espero que vocês se emocionem como eu, com uma profunda alegria!

domingo, 8 de abril de 2012

Feliz Páscoa!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Magos em Belém: culturas diferentes à busca de Deus (Mt 2,1-12) - Marcelo Barros

O texto foi extraído do Livro "Conversando com Mateus".

Pedidos: vendas@cebi.org.br

Irmãs e irmãos da comunidade de Mateus,

Quero conversar com vocês como se estivéssemos uns diante dos outros e vocês fossem conterrâneos deste final de século conturbado e tão carente de esperanças. No começo, pensei em escrever uma carta pessoal a Mateus, mas nenhum livro da Bíblia é de cunho somente individual. Além disso, embora desde os tempos mais antigos todos atribuam a Mateus a honra de ser o redator deste livro, nem ele assinou nem chama o texto de Evangelho (como Marcos inicia dizendo: "Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus"). Então, escrevo a vocês da comunidade, que participaram da experiência que gerou o texto de Mateus.

(...)

Ao contar a visita dos magos a Jesus Menino, vocês não pretendiam narrar um relato histórico ou um fato jornalístico. Quiseram significar o encontro de Jesus com os outros povos e culturas. Fizeram isso comentando textos bíblicos como Isaías 60, o salmo 72 e a profecia de Balaão (Nm 22-24). Vocês os comentam como os rabinos faziam, contando histórias (midrash), e nos presen­tearam esse relato tão bonito.

O poema do discípulo de Isaías (Is 60) e, talvez, mesmo o salmo vêm de uma época na qual Jerusalém estava sendo reconstruí­da. Os recursos eram poucos e, em comparação ao que era antes de ser destruída pelos babilônios, era uma aldeia. O profeta vê o sol nascer sobre a cidade e proclama a promessa de Deus de que, um dia, Jerusalém será luminosa e cheia de glória e os reis das nações a ela acorrerão trazendo presentes. Num contexto de sofrimento e de revalorização da identidade do povo pobre, aquela visão nada tinha de etnocentrismo. Era universalista. Aplicando essa profecia aos magos que vêm homenagear a criança pobre que nasceu em Belém, vocês a tornam mais universal ainda.

Embora não tenham dito que os magos eram reis e santos, como a tradição soube acrescentar, vocês contaram que eles gostavam das estrelas e vieram de longe, do oriente, atrás de uma estrela e em busca do Rei dos judeus que acabara de nascer neste mundo.

Com esse novo comentário narrativo de textos bíblicos (mídrash), desde o início do Evangelho, vocês associam as culturas e religiões diferentes à busca de Deus, ao reconhecimento de Jesus como "Rei dos Judeus" e ao acolhimento do Reino de Deus (ou dos céus, como vocês o chamam).

Na cultura judaica na qual a comunidade estava inserida, não deve ter sido fácil para vocês reconhecerem que até a astrologia e a interpretação dos sonhos podem conduzir pessoas como os magos ao Senhor. (Chouraqui chama os magos de "astrólogos'' ¹¹). Na região da Síria e da Ásia Menor era praticada a religião do deus Mitra. Era um sincretismo de antigos cultos ao sol. Os fiéis de Mitra contavam que o seu deus nasceu numa caverna na noite de 25 de dezembro (solstício do inverno e festa do sol que renasce do frio e da escuri­dão das noites cada vez mais longas). Aliás, por acaso, os sacerdotes de Mitra se chamavam "magos", porque eram homens que lidavam com os astros e com os mistérios da vida.

Será que, ao contar a bela história dos magos que vieram a Belém adorar o menino Jesus, vocês quiseram assumir algo da história de Mitra e transpô-la para o contexto cristão? Hoje, falamos muito de inculturação. Mas ainda há muitos bispos e pastores que têm preconceito contra sincretismo. Será que, nessa história, vocês da comunidade de ‘Mateus queriam nos ensinar que há um tipo de sincretismo que é válido e compreensível?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

É a gota d'água

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Encontro do grupo Miriam Dabar

Encontramo-nos na ESTEF, Lucia, Kátia, Paulo, Bernardete e Arno

Olhamos o que foi feito até o momento, sobre o resgate da caminhada da Mística Feminina e da Pastoral da Mulher Pobre, tendo como base o projeto inicial. Optamos não mais fazer os dois pontos do projeto inicial que ficaram pendentes, também porque nos decidimos encaminhar um subsídio de resgate e não mais um livro. Consideramos importante colocar as ilustrações que marcaram a caminhada. Para a organização final (unir as partes, rever a linguagem, colocando unidade), ficaram Arno, Paulo e Lucia.

Indicamos, para apresentação do material à Comunidade Acadêmica, a data de 17/11 (estando aberta a possibilidade de outra, conforme negociação com todos os grupos), a partir das datas propostas pela coordenação. O que apresentar: a caminhada feita, vídeo da mística feminina, colocar a não edição de livro por ser prematuro, mas sim, subsídio, nossa participação nos 25 anos da Rede Mística Feminina, que acontecerá no início de 2012. Quem apresenta? Lucia, Arno, Paulo, Katia. Todo o grupo presente será apresentado. Fazer um power point com imagens scaneadas e resumo do conteúdo.

Quanto à confraternização marcada para o próximo final de semana, a sugestão é fazer no próximo encontro, dia 09/11/2011, à noite, na casa da Élida e da Eurides (à confirmar): Ramiro Barcelos, 1001, a partir das 18 horas.

Participação nos 25 anos da Rede Mística Feminina: 28-29/01/2012, no Assentamento Filhos de Sepé, Águas Claras, Viamão, RS. Quem puder, participará.

Por fim, fomos convidados/as para o Seminário "Tráfico de seres humanos". Maiores informações: www.icm-sec.org.br.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais do congresso internacional

Os painelistas de hoje nos provocaram à reflexão, ao uso e concepção de critérios em torno do ciberespaço, cibercultura, do mundo midiático.
O ciberespaço se apresenta para as novas gerações como o lugar da cidade celestial, na qual não há medos, pois não há violência. Ali tudo é limpo e perfeito.
Corre-se o risco de se perder o realismo da vida humana que está na presença da fragilidade, da vulnerabilidade que faz buscar, crescer, transgredir limites, pois o humano é o limite, vive no limite, sendo um ser de fronteira. É o limite entre o animal e o divino, entre matéria e transcendente.
Mais, o virtual não é antônimo de real, mas de atual. No virtual está presente a força do vir a ser, portanto, do que pode ser real. O ser humano virtual é o desejo de ser, de vir a ser, que pode esconder o atual, negando-o, mas pode também construir o atual, fazendo-o crescer.
Aqui entra, no meu pensar, a evangelização. O vir a ser teológico, ser imagem e semelhança de Deus, é uma construção virtual, pois não é a realidade atual da pessoa. O espaço cibernético (virtual) pode nos ajudar a incrementar o diálogo, o sonho e o desejo de ser sempre mais conforme a identidade criacional do humano. O ser humano está sempre "se escrevendo".

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Congresso Internacional

Iniciou no dia 19 de setembro, em Petrópolis, RS, o Congresso Internacional de Evangelização, com presença dos Institutos afiliados à Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Antonianum de Roma, o que trouxe participantes dos vários países da América Latina, da Itália, do Canadá, da Angola e do Congo.

A partir do tema geral, “Evangelização em diálogo: novos cenários desde o paradigma ecológico”, desenvolveu-se o Congresso com palestras, no primeiro e segundo dias, de Dr. Sinivaldo Tavares (“Ecologia: um novo paradigma”), Dr. Henri Acselrad (“As vias de apropriação social da noção de ‘sustentabilidade urbanas’”), João Batista Libânio (“Evangelização no mundo urbano”). No terceiro dia ouviremos Dr. Erick Felinto de Oliveira (“O ciberespaço como cidade ideal: sobre os estranhos desafios de uma metáfora urbana”), Dr. Martín Carbajo Nuñez (“Mundo virtual y ética”) e Dr. Manuel Anaut (“Incidencias antropológicas y culturales de las nuevas tecnologias”).

Da Estef estão presentes Irmã Lucia Weiler, Frei Flávio Guerra, Frei Luís Carlos Susin e Frei Arno Frelich. Frei Luís Carlos coordena mesas de debate e participa da Equipe de Redação. Irmã Lucia e Frei Arno, representando o Grupo Miriam Dabar, coordenam o Workshop “Evangelização compartilhada e sua relação com as questões de gênero”, que contou com vinte e sete participantes.

De tudo serão colhidos desafios, provocações e sugestões de itinerários teológicos.